sábado, 8 de agosto de 2009

As palavras me fogem, eu finjo brincar contigo, mas para ser sincera... Não passa uma noite em que uma lágrima não rasgue a minha pele, não há um dia em que eu não olhe pra lua e lembre dos seus olhos, não há um dia em que eu olhe para meu colar e lembre que você tem a chave do pingente. E quando você diz que sente minha falta, que queria ter-me novamente... E quando eu tenho mais certeza que a história não acabou... Que o amor não acabou.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Procuro em ti algo que falta em mim. Vejo que não tenho, porém não desisto, persisto. Creio no que diz, creio no que sinto, creio em tudo que demonstras (Albertine tola.)

sábado, 1 de agosto de 2009

Escrevo-te
no poema que traço.
E com as palavras que escolho
Revelo o elo (sonho).
Lanço o laço
Acolhendo entre abraços
Teu corpo.

Faço-o amado
nos espaços – entrelinhas.
Uso a fantasia
nos dias sem folia.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Voltei para casa
mas algo de mim
ficou repetindo naquela tela.
Uma parte que escondo
Em cada palavra que escolho.

Meu nome
Minha solidão
Outros vícios para
encobrir ilusões...

Procura do outro
do toque que chega a alma.
Desespero da carne
mortalmente usada.

Cicatrizes:
Marcas da vida
na superfície pura.
Algumas doloridas,
A maioria... nem
o tempo cura.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

No rosto despido de máscara
Marcas
Defeitos
Beleza real
do imperfeito.

Brilho de olhar nublado
Que, às vezes, chove
e dissolve as impurezas.

Boca que espera
O calor sincero
de outros beijos.

Coração
Buscando outra batida.
Solidão
que também faz companhia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Olho no espelho
desconheço.
Pela manhã
anoiteço.

Nas fotos de outrora,
partes perdidas...
Espaços preenchidos
de pincéis e tintas.

Nos diários?
Outras perguntas.
Outras vidas.

Dentro?
Vozes em silêncio...
Palavras escondidas.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Onde estarão as aves nesse momento? Está tão frio, e chovendo tanto. Não consigo imaginar onde elas estariam. Mas estou fazendo o mesmo que elas, estou fugindo da chuva, fugindo do frio... Em vão. O frio está me congelando, internamente. Me sinto livre, porém presa, presa aos meus sentimentos.
Olho para janela na esperança de ver um ave tomando um banho nessa chuva fria, sem sucesso... Só vejo árvores que mal se mexem com a chuva. Não há vento, eu creio.
Inspiro o cheiro de ar, nele vem o cheiro dela. Como posso sentir o aroma dela se nem ao menos senti uma vez realmente? Eu acho que eu imagino. Imagino que do jeito que ela é doce e confusa, tenha um cheiro de bebê. De onde eu tirei esses pensamentos longes do que eu queria pra esse texto? É, é impossível fugir dos meus pensamentos, eu luto em vão. Ela já o tomou completamente. Dona de tudo que faço. Dona que despreza tudo que eu lhe entrego. Dona desse coração autista.
Mas ela, só ela me encanta... Ela que vai me levar. Ela que faz meu amor. Ela, vai me levando... Me embalando. E eu vou...